10 de junho de 2015

Em Ruínas.


Em Ruínas. 
10/06/15.

Sou um monumento pobre,
Sou uma tapera Em Ruínas
Que da vida nada mais espera;
...Só não me faltou o amor.

Antes de ao Mundo chegar
Estive com Deus Senhor
Que disse a mim com carinho:
"Vai meu filho.
Tá na hora da peleja,
Não pensa na realeza
Não preocupe com a vaidade,
Muito menos com a riqueza,
Esteja com seus ancestrais,
Não se empolga demais,
A vida será pra ti,
Cheia de muitas aventuras,
É necessário estrutura
Para “tu bem suportar.”

E foi assim que eu nasci,
Uma pobre criatura,
Um ser com pouca estrutura
Para o embate suportar.
Agi de acordo com a sorte,
Doente a beira da morte,
Mas dela deu pra escapar.
Hoje de cabelos brancos
Espero o tempo passar.
Por não ter o que fazer
Agora sou ermitão,
Com o cajado na mão
É o que dá pra me apoiar.
Mas da vida não lamento,
Só faço a reflexão:
O que fiz no meu passado
Pra suportar tanta dor?
Fui mendigo ou fui doutor?
Fui bom pai ou (v........)
Pra estar aqui neste mundo
Sem rumo e sem direção?
É preciso ainda ser cristão
Para o céu bem merecer?!
Já não basta ser humilde
Ainda tem que sofrer?
Estas respostas eu não acho,
Só acho que o destino
Às vezes no pregam peças.
Peça a Deus o que quiser,
Mas só terá o que precisa.
O que de Deus mais preciso?
O que tenho já está bom,
Só não quero no futuro,
Continuar no prejuízo.

Jorge Cândido.

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