8 de junho de 2015

Sei Lá de Onde Venho.


Sei Lá de Onde Venho. 
08/06/15.

Sei Lá de Onde Venho.
Não venho.
Sou uma alma perdida de um lugar bem distante,
Donde sopra os quatro ventos.
Sou de amor, sou de paz,
Para mim tanto faz se as águas andam pra cima.
Já tive muitos tormentos por não ter a boa rima.
A minha sina é remar a favor da água e o vento,
Aprendi que é o mandamento de todo velejador.
Trago o barco carregado de todo bons sentimentos.
Não tenho luxo e vaidade,
Na verdade não atraco em nenhum porto do orgulho...,
Só paro em porto seguro.
Eu não me chamo tristeza, aliás, não tenho nome.
Se alguém me chama pelo nome este nome é fantasia.
Tenho uma mente que cria somente bons pensamentos.
Chega de causar confu na ordem da evolução.
Trato todos como irmãos, a todos bem considero,
E a mim mesmo considero um pequeno Zé ninguém.
Não sei se assim convém, mas é assim que eu sou.
Por favor, não leva a mau e nem queira mal à mim.
Talvez pra ti eu não cheiro como cheire o alecrim.
Mas minh’alma tem o aroma muito mais do que o jasmim.
Meu irmão não leva a mau, mas aprendi que na vida;
Nada, nada, vai ter fim.

Jorge Cândido.


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