Crenças Regeneradoras.
14/08/16.
Falar que a raça
humana não evoluiu é não saber calcular diferenças existentes entre a luz e as
trevas; o número de crimes aumentou, mas a população mundial também aumentou,
está dentro da proporcionalidade. E na questão moral? Parece que o mundo está
estagnado, anda de mal pra pior. Onde estão todos os sistemas regeneradores?
Toda a psicologia, todas as igrejas salvadoras? Eu não as vejo. Vejo símbolos e
simbologias demagógicas, palavras vazias, mas não vejo nenhum sistema propriamente
dito regenerador. Vamos aos exemplos: Quanto dura o amor eterno jurado com toda
pompa no altar preparado para a cerimônia nupcial? Para muitos, talvez a
maioria não mais que dez anos, o tempo suficiente para se conhecerem, se
enjoarem, se desentenderem e concluírem de uma vez por toda que se permanecerem
unidas serão figuras hipócritas, perniciosas ao desenvolvimento educacional de
seus filhos. E quem ultrapassa em muito estes dez primeiros críticos anos,
seguem a vida aos trancos e barrancos, empurrados pela consciência como se
empurra a besta empacadora. Não vai pra frente se não for à base da espora e do
chicote. O que significa com todas as letras que ser religioso para a maioria é
mais uma questão de status do que de transformação espiritual. Os seres humanos,
a maioria deixou de ser violento, porque concluíram que a violência causa
muitas perdas e danos, o que não ocorre o mesmo com o seu lado moral. A perda
que o leviano moral tem fica mais a título de a afeição; perde-se o encanto com
a pessoa que antes lhe jurava que amava, nada mais. Alguns que neste particular
agem com violência é porque não sabem lidar com as frustrações, não sabem
conviver com as fortes emoções; parece que neste caso não é a maioria. O que
realmente acontece a maioria é o desleixo, o pouco caso, o pouco me importa
pelo que pensam de mim. Este jeito despreocupado de se comportar é que propicia
a troca de companheiro (a) com muita facilidade como se fosse a troca de roupa
ou objeto descartável. Por causa de trocas de valores, ser inconstante dá até
um certo brilho, um certo status, principalmente se a pessoa é daquelas que têm
acesso fácil na mídia. Ouve-se falar com certa admiração: Fulano ou fulana já
foram casados quatro, cinco vezes; isto infelizmente, (digo infelizmente porque
causa transtorno psicológico futuros) tem sido visto pela população incauta com
um olhar de muita admiração. É este pensamento digo desregrada, a causa
infundada de hoje não se ver mais família unidas, não encontra sequer uma
família completa. Completa eu digo na composição como antigamente, de todos os
membros: Pai, mãe, filhos, genros, noras, avós, netos e netas. Sempre existe
uma ou mais ovelhas fora do redil, desgarradas do rebanho. Aí os filósofos
espiritualizados mais imaginários e experientes se apressam em dizer que isto é
um mal necessário já que existem muitos espíritos na fila para reencarnar e as
maiorias dos casais limitam a quantidade de filhos. Será? Existe sim um
desequilíbrio no número de mulheres em relação aos homens. As famílias, se
prestarmos um pouco mais de atenção, tem números de filhos mais ou menos
divididos, cinqüenta por cento mulheres, cinqüenta por cento homens; mas o ser
masculino morre mais cedo e esta proporção fica desequilibrada. Não seria de
jeito nenhum assim, se o ser masculino tivesse o mesmo zelo consigo como o ser
feminino tem com ele mesmo. A população do mundo seria completamente
equilibrada se todas as pessoas de forma geral agissem dentro da Lei do Amor,
respeitando as Leis Divinas.
Jorge Cândido.
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