12 de agosto de 2016

Quando Criança.

Quando Criança.
12/08/16.

Quando Criança eu não soube o que era infância.
Nasci numa tapera coberta de sapé onde a ilusão não mora.
Ali morava a certeza que a vida não é moleza;
Todos têm que batalhar.

Vivia ali mais três irmãos que na lida dava duro,
Era uma grande peleja todos tinha a consciência 
Que tinha de pelejar.

O meu pai homem severo nos tratava sempre sério,
Todos os filhos o respeitavam.
Era um pai sem muito jeito, mas mesmo do jeito dele
A todos os filhos ele amava.

Hoje com a idade que tenho, com a experiência de vida;
Eu venho pra falar dele.
Eu falo com muito orgulho se eu sou o que hoje sou;
Eu agradeço ao meu pai que apesar de durão
Pra mim é alma querida.

Não vivíamos na abundância, mas nunca passamos fome.
Como pai ele foi grande, como homem respeitado.
Como alma está no céu relembrando o seu passado.
Se não estiver reencarnado.

Um passado que se foi hoje eu quis lhe dar um oi,
Aceite de mim forte abraço;
Deste filho que não ti esquece, que humildemente ti agradece;
Como pai você merece esta homenagem que faço.



Jorge Cândido.

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